Mesmo com a crise Jacareí apresentou saldo positivo em agosto

Segundo pesquisa feita pelo CIESP e pela FIESP a região de Jacareí apresentou crescimento de 0,26%, representando um acréscimo de 50 empregos

O nível de emprego industrial da Diretoria Regional do CIESP em Jacareí (região composta por três municípios) apresentou resultado positivo no mês de agosto de 2015.

No ano, temos um acumulado de -2,54%, representando uma queda de aproximadamente 350 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -3,39%, representando uma queda de aproximadamente 450 postos de trabalho.

O índice de nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Jacareí foi influenciado pelas variações positivas dos setores de Produtos Têxteis (4,23%); Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (1,08%); Celulose, Papel e Produtos de Papel (2,04%) e Produtos de Mineral Não-Metálicos (0,57%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do índice total da região.

Opinião

Para o diretor do CIESP Jacareí, Ricardo Esper, a variação positiva é motivo de comemoração, mas, ao mesmo tempo, nos preocupa pelo baixo crescimento.

“É notório que a indústria está sofrendo com a queda constante da atividade econômica e com os aumentos de impostos já anunciados. Não aceitaremos nenhuma medida que resulte em elevação de carga tributária e desemprego em massa. É preciso enxugar a máquina pública e ampliar os investimentos”, disse.

Segundo Esper, há uma expectativa positiva quanto ao período de fim de ano, visto que geralmente é nesse período em que as contratações ocorrem, mas as projeções não são otimistas ao ponto de negar que o número de novas contratações será inferior ao constatado em anos anteriores.

“Por mais positivo que os estudos sejam, é impossível deixar de afirmar que a crise econômica está afetando consideravelmente a vida e os investimentos dos industriários. O CIESP continua firme na defesa dos interesses da indústria e pleiteará melhores condições de competitividade”, conclui.

Indústria paulista demite 26 mil funcionários

A indústria paulista fechou 26 mil vagas na passagem de julho para agosto, o equivalente a uma queda de 0,90%, na leitura sazonal. Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego da Fiesp e do Ciesp, divulgados nesta quinta-feira (17/9).

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades também revisou para baixo a estimativa para o emprego industrial em São Paulo.

“Da última vez nós havíamos dito que temíamos uma perda de 200 mil empregos da indústria de transformação em 2015. Após o mês de agosto, já nos parece que está mais próximo dos 250 mil empregos a menos”, projetou Paulo Francini, diretor do Depecon. “Realmente saímos do surto e fomos à epidemia da perda de empregos”, completou.

O Depecon também revisou para baixo o prognóstico para o Produto Interno Bruto da indústria de transformação para uma queda de aproximadamente 9%. Anteriormente, a equipe econômica da Fiesp e do Ciesp esperava perda de 8% para o PIB do setor. “É uma queda trágica”.  A previsão para o PIB do país continua apontando para uma queda de 2,5% este ano.

Números de agosto

No acumulado do ano, segundo o Depecon, a indústria paulista já acumula um saldo negativo de 119 mil empregos. Este é o pior período comparativamente da série histórica da pesquisa, iniciada em 2006.

Se comparado com agosto de 2014, o resultado é ainda pior: são 216 mil vagas a menos que no mesmo mês do ano anterior.

“Em 2009 tivemos coisa semelhante a essa e perdemos só 110 mil empregos. Em 2015 vamos perder mais que o dobro”, acrescentou Francini sobre o saldo de empregos no setor no final do ano.

Do total de demissões em agosto, 1.624 foram realizadas pelo setor sucroalcooleiro e 24.376 pelo restante da indústria.

A pesquisa do Depecon sonda a situação do emprego em 22 setores em todo o Estado. No levantamento de agosto, 17 anotaram baixa em seu mercado de trabalho, três ficaram estáveis e dois registraram contratações.

No campo das demissões, destaque para a indústria de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que fechou 5.116 postos de trabalho. Já entre as contratações, o setor de alimentos se destacou com a criação de 338 vagas, em função da demanda por produtos alimentícios típicos de final de ano, como o panetone.

Segundo Francini, essas contratações da indústria de alimentos começaram a “ocorrer em agosto, mas nem de longe suportam a perda de outros setores. É insuficiente para gerar um saldo positivo”.

Willian Martins, Agência Ciesp de Notícias

Comente