Jacareí apresenta crescimento de 90% no número de exportações

Levantamento foi feito pela FIESP, CIESP e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)

 

A Diretoria Regional do CIESP em Jacareí ocupa a 26ª posição no ranking sobre a participação de 39 regiões paulistas nos US$ 24,9 bilhões da pauta exportadora estadual, responsáveis por 26,4% do montante vendido pelo Brasil no mercado global no 1º semestre de 2015.

A listagem foi elaborada pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP/CIESP), a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

A remessa de produtos ao exterior nos três municípios que compõem a Regional do CIESP Jacareí no 1º semestre de 2015 cresceu 90%, em relação ao mesmo período de 2014, passando de US$ 140,3 milhões para US$ 266,5 milhões.

As importações cresceram 23,2%, passando de US$ 265,3 milhões para US$ 326,8 milhões, entre o 1º semestre de 2014 e o mesmo período de 2015. A corrente de comércio regional teve expansão de 46,3%, indo de US$ 405,6 milhões para US$ 593,3 milhões.

O saldo da balança comercial, no 1º semestre de 2015, foi deficitário em US$ 60,2 milhões, enquanto, no mesmo período de 2014, o saldo foi deficitário em US$ 125 milhões, uma queda de 51,8%.

Nas exportações da região, os destaques são: Pastas de madeira ou outras matérias fibrosas celulósicas, papel ou cartão de reciclar (desperdícios e aparas) (US$ 125,2 milhões); Veículos automóveis, tratores, ciclos e outros veículos terrestres, suas partes e acessórios (US$ 84,8 milhões); Produtos diversos das indústrias químicas (US$ 15,2 milhões).

Opinião

Para o diretor do CIESP Jacareí, Ricardo Esper, o crescimento no número de exportações feitas pela região de Jacareí demonstra que estamos no caminho do desenvolvimento.

“Sabemos que a economia brasileira atravessa um período crítico, de incertezas e uma alta generalizada em praticamente tudo. Isso, sem dúvida, tem impacto direto no custo produtivo. Ainda assim, o empresariado busca alternativas para continuar gerando emprego, renda e oportunidade, o que mostra o compromisso da indústria com o país”, comenta.

Segundo ele, o fato de o déficit da balança comercial ter caído mais de 50% é um avanço, mas não significa que o setor industrial não precise de maior atenção por parte do governo federal.

“A precariedade estrutural, a burocracia excessiva e o alto índice de tributação são tópicos que emperram o nosso desenvolvimento e comprometem seriamente a competitividade. Nós, da indústria, estamos fazendo a nossa parte, mas é chegado o momento do poder público fazer o dele”, conclui.

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