Indústria regional sofre com a crise econômica

Nível de emprego ficou negativo pelo segundo mês consecutivo, segundo pesquisa realizada pela FIESP e pelo CIESP.

 

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Jacareí (região composta pelos municípios de Jacareí, Santa Branca e Igaratá) apresentou resultado negativo no mês de julho de 2017. A variação ficou em -0,37%, o que significou uma queda de aproximadamente 50 postos de trabalho.

No ano, temos um acumulado de 0,74%, representando um acréscimo de aproximadamente 100 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -1,68%, representando uma queda de 200 postos de trabalho, em números aproximados.

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Jacareí foi influenciado pelas variações negativas de Confecção de Artigos de Vestuário e Acessórios (-11,11%); Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-0,52%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (-0,11%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.

Opinião

Para o diretor do CIESP Jacareí, Ricardo Esper, já era esperado que o setor industrial apresentasse redução no número de contratações, visto que a recuperação econômica está mais lenta do que as previsões oficiais do governo brasileiro apontavam.

“O Brasil, embora esteja em recuperação, ainda sofre com os efeitos da maior recessão econômica da história. As reformas estruturais propostas e algumas já aprovadas pelo governo federal contribuirão para a retomada do crescimento e, consequentemente, geração de novos postos de trabalho”.

Segundo o líder industrial, é esperado que os níveis sejam normalizados nos próximos meses, com recuperação gradual e contínua.

“Estamos otimistas quanto à retomada do crescimento da economia e da geração de empregos. Não por acaso e justamente para garantir que nossas empresas tenham condições de se recuperar é que nossas entidades, a FIESP e o CIESP, se posicionam fortemente contra o aumento ou criação de novos impostos. Temos uma carga tributária extremamente pesada e que compromete a competitividade; elevá-la seria aprofundar uma crise que ainda traz reflexos notórios e inquestionáveis aos empresários, contribuintes e a sociedade de maneira geral”, comenta.

 

Willian Martins, Agência Ciesp de Notícias.

 

 

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