Indústria regional ainda sente os efeitos da recessão

Segundo pesquisa realizada pelo CIESP e pela FIESP, o nível de emprego industrial na região ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,10%.

 

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Jacareí (região composta por três municípios) apresentou resultado praticamente estável no mês de novembro de 2017. A variação ficou em 0,10%.

No ano temos um acumulado de -5,56%, representando uma queda de aproximadamente 700 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -5,97%, representando uma queda de aproximadamente 750 postos de trabalho.

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP em Jacareí no mês de novembro foi influenciado pelas variações negativas de Produtos Químicos (-1,84%) e Produtos Têxteis (-0,32%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região. O resultado só não foi pior devido às variações positivas dos setores de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (0,46%) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (0,86%), que também influenciaram o cálculo do indicador.

Opinião

Para o diretor do CIESP Jacareí, Ricardo Esper, o ano de 2017 foi bastante difícil para boa parte dos setores produtivos, visto que ainda sentimos, embora agora em menor escala, os efeitos da maior recessão econômica da história brasileira.

“Acreditamos que a situação apresente considerável melhora em 2018, com o andamento das reformas estruturais propostas pelo governo federal. A reforma da Previdência e a simplificação do sistema tributário são dois itens indispensáveis para a retomada do crescimento econômico e dos empregos”, comentou.

Segundo Esper a aprovação da PEC do Teto dos Gastos Públicos e a modernização da legislação trabalhista foram reformas importantes aprovadas em 2017 pelo Congresso Nacional. “A modernização trabalhista, talvez, seja a mais importante, pois garantiu a manutenção dos direitos trabalhistas e ampliou a modalidade de contratações, algo que tirará muitos profissionais da informalidade e, consequentemente, lhes dará acesso à segurança jurídica e direitos trabalhistas previstos na CLT”, finalizou.

 

Willian Martins, Agência Ciesp de Notícias.

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