Feirão mostrou o quanto os impostos encarecem os produtos e serviços no Brasil

Núcleo de Jovens Empreendedores promoveu uma ação no centro da cidade para conscientizar a população sobre o peso da carga tributária brasileira

 

No último sábado, 12, o NJE promoveu uma ação no centro da cidade para conscientizar a população sobre o elevado peso da carga tributária sobre os produtos ou serviços brasileiros.

Para o diretor do CIESP Jacareí, Ricardo Esper, as propostas de elevação da carga tributária demonstram uma total irresponsabilidade na gestão pública, especialmente em um país cuja tributação atinge 35% do PIB – Produto Interno Bruto.

“O ajuste fiscal promovido pelo governo eleva a já onerosa carga tributária brasileira. Trabalhamos 5 meses só para pagar impostos, taxas e contribuições, o que demonstra que não falta dinheiro aos cofres público; o que falta é gestão. Nesse sentido, a iniciativa do NJE é de suma importância para explicar ao cidadão que ele paga caro pela manutenção da máquina pública e que, portanto, tem o direito de exigir bons serviços públicos”, comenta.

Integrantes do NJE Jacareí

Já a coordenadora do NJE Jacareí, Carmen Lúcia Simões, destaca a percepção da sociedade sobre o assunto.

“Percebemos que as pessoas estão realmente interessadas em acompanhar e entender sobre o funcionamento do Estado. Quanto mais envolvido estivermos, melhor e mais eficiente será a fiscalização popular sobre a gestão do nosso dinheiro”, conclui.

A sede por recursos

O Brasil é um dos países que mais pagam impostos no mundo. Ao mesmo tempo, continua em último lugar no ranking de 30 países que compara a carga de tributos com a qualidade dos serviços prestados à população. Isso significa que o Brasil oferece um péssimo retorno aos contribuintes no que diz respeito à qualidade de vida, ensino, saúde, segurança, saneamento básico, entre tantos outros serviços.

Para se ter uma ideia do quanto os impostos representam nos produtos e serviços no Brasil, necessidades básicas e comuns para todos, como a conta de luz ou transporte coletivo, arrecadam 46,12% e 33,75% em tributos, respectivamente. O Leão abocanha da simples água mineral 37,44% em impostos, 33,78% nos medicamentos de uso humano e 38,60% para o chocolate.

Willian Martins, Agência Ciesp de Notícias

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